Geralmente, o jejum não é estritamente necessário para a dosagem de testosterona livre, mas alguns laboratórios podem recomendar um jejum de 4 a 8 horas. É fundamental verificar as orientações específicas do laboratório onde o exame será realizado. A coleta deve ser preferencialmente realizada pela manhã (entre 7h e 10h), devido à variação diurna dos níveis de testosterona. É importante informar ao médico e ao laboratório sobre o uso de quaisquer medicamentos (como esteroides anabolizantes, anticoncepcionais orais, glicocorticoides) que possam influenciar os resultados, e evitar exercícios físicos intensos antes da coleta.
O exame de Testosterona Livre é utilizado para avaliar a fração biologicamente ativa da testosterona no sangue, que não está ligada a proteínas como a SHBG (Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais) e a albumina. É indicado para: investigar hipogonadismo (deficiência de testosterona) em homens, especialmente quando a testosterona total está normal ou limítrofe; auxiliar no diagnóstico de hirsutismo (excesso de pelos), acne, irregularidades menstruais e infertilidade em mulheres; investigar disfunção erétil, diminuição da libido, fadiga e perda de massa muscular em ambos os sexos; e monitorar terapias de reposição hormonal.
Outros nomes: Testosterona não ligada, Free Testosterone
O exame é realizado através da coleta de uma amostra de sangue venoso, geralmente do braço do paciente. Após a coleta, o sangue é processado para separar o soro ou plasma, onde a concentração de testosterona livre será medida. Os métodos laboratoriais para a dosagem da testosterona livre podem incluir radioimunoensaio (RIA), ensaio imunoenzimático (ELISA), ou métodos mais precisos como a diálise de equilíbrio ou a cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS/MS), que são considerados padrão-ouro.
A testosterona livre representa uma pequena porcentagem (cerca de 1% a 3%) da testosterona total circulante, mas é a fração que se liga aos receptores celulares e exerce os efeitos biológicos. Seus níveis são influenciados pela testosterona total e pela concentração de SHBG. Níveis baixos em homens podem indicar hipogonadismo, enquanto níveis elevados em mulheres podem sugerir condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOPC) ou, mais raramente, tumores produtores de andrógenos. A interpretação dos resultados deve ser feita por um médico, considerando o quadro clínico completo do paciente e outros exames complementares.
1. Lab Tests Online Brasil. Testosterona. Disponível em: https://www.labtestsonline.org.br/tests/testosterona. Acesso em: [Data de acesso].
2. Mayo Clinic Laboratories. Testosterone, Free, Serum. Disponível em: https://www.mayocliniclabs.com/test-catalog/overview/83685. Acesso em: [Data de acesso].
3. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Diretrizes e Consensos. Disponível em: https://www.sbem.org.br/ (Consultar publicações relacionadas a hipogonadismo e distúrbios androgênicos).