Geralmente, não é necessário um preparo especial, como jejum. No entanto, é importante seguir as orientações específicas do laboratório e do médico do trabalho, que podem incluir:
– Informar sobre o uso de medicamentos, pois alguns podem interferir nos resultados.
– Evitar o consumo de álcool e de alimentos ou bebidas que possam conter substâncias que interfiram no metabolismo do xileno, se houver recomendação.
– A coleta deve ser realizada no momento indicado (geralmente ao final do turno de trabalho ou da semana de trabalho) para refletir a exposição ocupacional de forma mais precisa.
O exame de Ácido Metilhipúrico na urina é utilizado como biomarcador para monitorar a exposição ocupacional ao xileno (xilol). O xileno é um solvente orgânico comum, encontrado em tintas, vernizes, adesivos, produtos de limpeza e como componente da gasolina. A medição do ácido metilhipúrico, que é um dos principais metabólitos do xileno, ajuda a avaliar a absorção de xileno pelo organismo e a verificar se os níveis de exposição estão dentro dos limites de segurança estabelecidos.
Outros nomes: Ácido Metil-Hipúrico, Metabolito de Xileno na Urina, Xileno (Metabólito Urinário), Methylhippuric Acid (MHA), Xilol (Metabólito Urinário).
O exame é realizado a partir de uma amostra de urina. Geralmente, a coleta é feita ao final da jornada de trabalho ou ao final da semana de trabalho, pois esses momentos refletem a exposição mais recente e acumulada. A urina pode ser coletada em um frasco estéril fornecido pelo laboratório. Em alguns casos, pode ser solicitada uma amostra de urina de 24 horas, mas a coleta de amostra isolada é mais comum para monitoramento ocupacional.
O xileno é absorvido principalmente por inalação e, em menor grau, pela pele. Após a absorção, é metabolizado no fígado e excretado na urina como ácido metilhipúrico. Os resultados do exame são frequentemente expressos em mg/g de creatinina para corrigir a diluição da urina. A interpretação dos resultados deve ser feita por um médico do trabalho ou especialista em toxicologia, considerando os limites de exposição biológica (BEI – Biological Exposure Indices) estabelecidos por órgãos reguladores, como a ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists), e o histórico de exposição do indivíduo.
1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Guia de Vigilância em Saúde. Disponível em: [https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guia-de-vigilancia-em-saude](https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guia-de-vigilancia-em-saude) (Consultar seções sobre toxicologia ocupacional e biomarcadores).
2. American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH). Threshold Limit Values for Chemical Substances and Physical Agents & Biological Exposure Indices. Disponível em: [https://www.acgih.org/](https://www.acgih.org/) (Para informações sobre BEIs para xileno).
3. National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH). NIOSH Pocket Guide to Chemical Hazards – Xylene. Disponível em: [https://www.cdc.gov/niosh/npg/npgd0669.html](https://www.cdc.gov/niosh/npg/npgd0669.html).
4. World Health Organization (WHO). Environmental Health Criteria 190: Xylenes. Disponível em: [https://www.who.int/publications/i/item/9241571904](https://www.who.int/publications/i/item/9241571904) (Para informações detalhadas sobre toxicologia e metabolismo do xileno).